Análise do Jornalismo participativo na zerohora.com

maio 1, 2008 at 11:40 pm (Sem-categoria)

 

 

O site zerohora.com cada vez mais  cativa  seus leitores pela sua interatividade em  participar de sua página virtual, seja por envio de artigos, poesias, crônicas, fotos, vídeos e até envio de matérias.

Nos blogs,  parte que faz mais sucesso a página, tem  o maior número de participação do usuário  onde comentam os textos publicados.

Voltando um pouco para a participação dos leitores pelo envio de crõnicas, poesias, o legal é que os jornalistas  também podem comentar e até fazer um texto com referência ao texto do leitor, esta é a melhor forma de aproximar cada vez mais o jornalista e aquele que consume informação.

Outra parte destinada a participação dos usuários, é ” o seu olhar”, onde  poderá postar fotos, documentando o seu olhar o seu ponto de vista, curiosidades de suas viajens. o interessante  é a participação do internauta que poderá fazer albúns assim como vizitar outros. Percebe- se  que existem poucos comentários dos albúns  nesta coluna, mas não podemos dizer que os albúns não são vizitados.  Também pode ser postados em outra galerias  fotos como albúns de famíla e o meu carro inesquecível.

No  repórter -leitor, o os usuarios poderão colaborar com o site enviando reportagens, fotos vídeos para oveículo, uma grande oportunidade do leitor participar do canal. Para isto é muito simples, primeiramente você terá que realizar um cadastro, depois disto é só enviar o seu material que será analisado pelos editores de zero.hora, que no prazo de 48 horas dará a resposta se a sua reportagem irá ser publicada ou não.

Interessante é  que os editores procuram dar diversas sugestões de como elaborar um bom texto, sugestões de temas, posicionamentos e técicas para realização de fotos e vídeos.

As reportagens em sua maioria enviadas pelo repórter-leitor são acidentes de trânsito, temporais e diversões. Podemos notar que as reportagens não são muito comentadas pelos internautas, podendo dispertar a nossa dúvida se realmente os usúarios estão realmente lendo as reportagens ou não. Se a resposta for não o motivo certamete seja que a está sessão esteja escondida na página, merecendo mais destaque.

Em promoções os leitores poderão participar concorrendo a brindes como ingressos para cinema e shows. Geralmente as promoções  pedem para seus usuários participar mandando frases a respeito  tema.

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Nunca é tarde para quem quer aprender

maio 1, 2008 at 9:01 pm (Sem-categoria)

A necessidade de trabalhar cedo por motivos financeiros é o grande motivo do abandono da sala de aula, anos se passam e o desafio de tentar se alfabetizar é constante mas não para aqueles que enfrentam de frente esta oportunidade ímpar que todos nós temos o direito:a educação. Senhores da melhor idade enfrentam o tempo no intuito da aprendizagem voltando as classes, ou mesmo em projetos que visam alfabetizar quem não teve esta oportunidade. Um exemplo desses projetos é realizado por uma professora em parceria com o PROAJA, programa  da Prefeitura de Porto Alegre, o projeto  visa a alfabetização de jovens e adultos na zona sul da capital.

O projeto iniciado no começo de abril deste ano  em uma sede improvisada nos fundos da paróquia Nossa Senhora da Misericórdia no bairro Restinga, as aulas acontecem três vezes por semana (terça, quarta e sexta-feira), sempre caracterizada pelo alto astral de seus alunos.

Até o momento frequentam 19 alunos na faixa de 60 a 88 anos,  há também uma única jovem de 22 anos. A maioria dos alunos possuem grande dificuldade por não saberem nem formar uma única palavra . Para facilitar o método de aprendizagem daqueles que realmente são analfabetos  a professora separa os alunos em duas mesas pelo grau de dificuldade em aprender os alunos que não tem nenhuma noção de ensino ficam a frente dos que já possuem alguma noção e isso facilita o ensino de ambas as partes.

 

Dona Evaneci, estudou até a terceira série há cinco anos atrás, hoje ela é uma das alunas do projeto

A professora Juçara Souza Silva, 49 anos, diz que tem vocação em ensinar e que percebeu anos atrás quando dava aulas de catequeze, isso a motivou a cursar magistério, depois de formada começou a lecionar para os alunos de séries iniciais, pouco tempo depois foi convidada pela  uma  ONG  a alfabetizar pessoas de idade mais avançada, onde permaneceu durante dois anos, sempre trabalhando na sua comunidade-Gosto do que faço e me alegro com o retorno do meu trabalho seja através da alfabetização dos meus alunos, ler, escrever vejo a alegria em seus olhos pelo orgulho de estar aprendendo a ler simplesmente uma palavra de duas sílabas, a emoção de assinar o próprio nome, isso me realiza e me dá força para continuar a ensinar, diz a professora.

 

Além do prazer de ensinar a prafossora atualmente esta cursando a faculdade de letras para estar apta a lecionar para turmas do esnsno médio

Vídeo dos alunos fazendo uma tarefa:

 

Para o aposentado Paulo Rosa, 70 anos, um dos alunos do projeto, este trabalho ressalta a impotância de aprender a ler e escrever o que não houve a oportunidade pois teve que abandonar no primeiro ano de escola para trabalhar na lida no interior, mais tarde aos 17 tentou novamente ingressar nos estudos e novamente não conseguiu por motivos financeiros, agora ele afirma-Nada mais há de me atrapalhar em aprender escrever que é minha maior dificuldade pois ao longo da minha vida aprendi a ser bem informado e saber de diversos assuntos, diz o aluno.

Bem diferente é o caso de Maria Angélica que nunca foi a escola por não ter condições financeiras e desenteresse de sua família, agora com 22 anos e três filhos resolveu se dar novamente uma chance a começar a aprender tudo isso porque há dois anos atrás, em sua primeira tentativa de estudar, ela foi vítima de uma bala perdida e teve que adiar os seus estudos. Perguntado a ela o porque de não freqüentar uma escola realmente a aluna afirma que tem muita vergonha porque se acha muito velha para estudar na primeira série. E o que será que ela pretende fazer após a conclusão do curso? Tive o silêncio como sua resposta.

 

Maria Angélica tem vergonha de ser “velha”, por isso não quer estudar numa escola

O projeto tem duração prevista de seis meses os alunos são avaliados e recebem após a conclusão do curso o certificado reconhecido pela SEC (Secretaria da Educação), que irão encaminha-lás á escola. Porém a professora ressalta que a maioria deles acabam não indo para a escola por motivos de vergonha por serem velhos. Caso o aluno concluir o curso e não querer ingressar na escola poderão participar de outra etapa no qual o grau de dificuldade de ensino será mais avançado.

 

 

Os interessados em participar deste projeto é só comparecer na Paróquia  Nossa Senhora da Misericórdia, na avenida João Antonio da Silveira, 2.254 (Restinga), procurar por Jussara , munidos com a carteira de identidade para a realização da inscrição.

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