Exercício de Hipertexto
Após o vendaval, a reconstrução
Moradores tentam reconstruir seus bens e normalizar a vida no noroeste do Estado
Silvana de Castro, Missões | silvana.castro@zerohora.com.br
Mais 24 horas depois do vendaval ter assolado o noroeste gaúcho, o caos ainda tomava conta das ruas e da rotina dos moradores de cidades como Boa Vista do Buricá e Porto Mauá.
Telhas e galhos espalhados pelas vias, postes de energia elétrica inclinados e edificações sem cobertura ainda podiam ser vistos. Com a trégua da chuva e do vento, os telhados ficaram repletos de gente. Muros viraram varais de roupas e cobertas molhadas.
Em Municípios como Boa Vista do Buricá, os funcionários da prefeitura que auxiliam as famílias atingidas estavam também cuidando de suas moradias. O aposentado Adão Armindo Baierle, 64 anos, teve de contratar cinco homens para colocação das telhas que comprou.
— Estava dormindo. Quando acordei, o telhado já tinha voado. Levantei na água. Minha mulher e minha filha gritavam muito — recorda o aposentado.
A cidade estava sem luz até a tarde desta quinta-feira. Cerca de 80% das edificações foram danificadas. O prefeito Jorge Gilberto Klockner (PTB) está preocupado com as escolas e creches municipais. Sem as aulas, os funcionários de fábricas e empresas teriam que ficar em casa com os filhos.
A reconstrução em Porto Mauá é mais delicada. Não só as coberturas de residências se foram com o vento, mas também paredes de concreto e madeira. Das 287 moradias atingidas, há 25 totalmente destruídas. Em uma delas, morreu durante o temporal o agricultor Alirio Dallabona, 55 anos, quando uma viga de concreto caiu sobre ele.
A prefeitura ajudará a erguer as casas de quem não tem condições financeiras. Os moradores de Porto Mauá terão outra história triste para contar do vendaval: o cemitério da localidade de Sete de Setembro teve 50% dos túmulos derrubados.
Em Santa catarina, 11 municípios sofreram com o vendaval, deixando centenas de pessoas desabrigadas.
Fonte: Site Zero Hora.com